O Programa Indústria 4.0 é uma iniciativa do Governo português com o principal objetivo de acelerar a adoção da indústria 4.0 pelo tecido empresarial. Desde Abril de 2016 foram auscultadas cerca de 120 empresas e entidades que propuseram um conjunto de recomendações para esta adoção acelerada. Em Janeiro de 2017 foi anunciada pelo Primeiro-Ministro, António Costa, uma estratégia nacional para Indústria 4.0, composta por 62 medidas, de iniciativa pública e privada. Estima-se que terão um impacto sobre mais de 50.000 empresas a operar em Portugal e, numa fase inicial, permitirão requalificar e formar em competências digitais mais de 20.000 trabalhadores. No âmbito destas medidas está previsto serem injetados na economia até 4,5 mil milhões de euros de investimento nos próximos quatro anos. Muitas destas medidas estão já a ser implementadas e dinamizadas por vários stakeholders. A COTEC Portugal é a entidade responsável pela monitorização da forma como as medidas estão a ser implementadas e também pela sua atualização, já que as necessidades de atuação em contextos digitais mudam a grande velocidade.

«Há uma mudança de paradigma na indústria – aliás, em toda a economia. Está a decorrer uma Quarta Revolução Industrial que irá introduzir tecnologias digitais em todos os setores. Esta é a primeira revolução industrial em que a localização geográfica de Portugal não nos prejudica e os investimentos em infraestruturas tecnológicas, em ciência e na qualificação realizados neste país na última década nos permitem ambicionar liderar esta mudança. Este Governo está empenhado em ajudar as empresas a estarem preparadas para aproveitar as oportunidades de negócio que daí advêm. Por isso desenvolvemos uma estratégia para a digitalização da nossa economia e, em especial, da indústria. A esta estratégia chamamos Indústria 4.0. Esta não é uma estratégia para o digital. É a estratégia para a competitividade do nosso país num mundo digital. Todos os empresários, trabalhadores e cidadãos estão convocados para participar. Nenhuma empresa pode ficar para trás. Vamos colocar as nossas empresas num papel de liderança da nova economia digital»

João Vasconcelos