No contexto de um almoço executivo promovido pelo Negócios e pela Sage, Ana Teresa Lehmann, Secretária de Estado da Indústria, defendeu que a nova revolução industrial que está em curso não é apenas tecnológica mas “sobretudo social”, sendo essencial atrair os mais jovens.

 

Os “jovens têm de sentir que é prestigiante trabalhar na indústria”, considerou, explicando que só desta forma se atraem recursos suficientes e com qualidade suficiente para promover um novo paradigma industrial em Portugal.

Para a governante, é necessário “abrir as portas às famílias, aos jovens da escola primária” e “informarmos os jovens que se forem para a indústria têm uma carreira”. “Hoje em dia um bom soldador, um bom torneiro mecânico, são carreiras bem remuneradas, de longo prazo, que não sofrem de sazonalidade, que não estão sempre a mudar. É importante comunicar a perenidade destas carreiras” e “tornar a industria cada vez mais sexy”, como fez o calçado, acrescentou.

Simultaneamente, deve haver maior cooperação entre a indústria dita tradicional e as startups. “Estes dois mundos não devem viver um sem o outro. Há vantagens mútuas das empresas mais estabelecidas com ajuda das mais emergentes”, porque estas “são mais atrevidas, não têm a mesma herança histórica, podem ser mais aguerridas” e as empresas já estabelecidas podem ir “buscar tecnologias mais desafiantes através dessas empresas”.

Fonte: Jornal de Negócios