Nomeada pelo governo alemão, a indústria 4.0, ou quarta revolução industrial, resulta da incorporação de um conjunto de tecnologias que se combinam para criar um grau disruptivo de digitalização na produção industrial.

 

A revista Exame Brasil identificou nove megatendências da inovação na indústria 4.0:

  1. Inteligência artificial e análise de dados – cada vez mais, as máquinas trabalham sozinhas e são capazes de lidar com um grande volume de dados. É a era da customização em massa onde, por exemplo, uma linha de montagem pode fabricar peças para diferentes automóveis, alguns dos quais a pedido dos clientes.
  2. Nanotecnologia – os sectores têxtil e cosmético foram precursores na adoção de materiais à escala molecular. É o caso de produtos de beleza com princípios ativos encapsulados ou roupas que libertam repelentes de insectos, por exemplo.
  3. Internet das coisas e sensores – os sensores são cada vez menores, mais autónomos e capazes de enviar informações em tempo real. Por exemplo, sensores que monitorizam stocks de produtos em diferentes unidades permitem otimizar toda a logística.
  4. Impressão 3D – a impressão aditiva 3D já se tornou um lugar comum em muitas indústrias, tendo especial importância na prototipagem e produção de pequenas séries.
  5. Conhecimento perfeito – a interação entre diferentes tecnologias permitirá um conhecimento quase perfeito da realidade. Sensores, satélites, máquinas inteligentes, smartphones, todos comunicarão entre si.
  6. Biotecnologia – a biotecnologia tem grande potencial na redução do consumo dos recursos naturais, permitindo aumentar a produtividade.
  7. Realidade virtual e aumentada – a simulação de destinos, ambientes de trabalho ou outros permitirá inúmeras aplicações e tornará o trabalho em chão de fábrica mais seguro.
  8. Bitcoin e Blockchain – as moedas virtuais são de fácil utilização e baixo custo, estando-se a disseminar rapidamente.
  9. Robótica avançada – o carro autónomo é uma das aplicações da robótica avançada que mais visibilidade tem ganho nos últimos tempos.

 

Fonte: Exame Brasil