Para Luís Mira Amaral, vice-presidente do conselho geral da CIP, a indústria 4.0 chegou em força a Portugal e apresenta grandes desafios às empresas.

 

De acordo com Mira Amaral, a indústria 4.0 distingue-se da 3.0 pela interligação tecnológica e pelo aproveitamento de informação que, actualmente, não é monitorizada para deter maior controlo sobre o processo produtivo. “A digitalização já começou na indústria 3.0, só que era isolada. Na 4.0, a digitalização é total, de produtos, serviços e activos físicos”, e existe “conectividade entre sistemas, equipamentos, produtos e pessoas”, com “sensores avançados e inteligentes, internet das coisas” ou “operação remota”, descreveu.

Na opinião do antigo Ministro da Indústria e da Energia, para vencer a corrida da competitividade, que a indústria 4.0 irá potenciar, Portugal deve ultrapassar as suas “fragilidades estruturais” e, “sem prejuízo de termos de avançar para novos sectores, não podemos esquecer os sectores tradicionais onde estamos a ter um grande sucesso”.

Por outro lado, e de acordo com o defendido por Mira Amaral num pequeno-almoço público no dia 12 de outubro, reindustrializar “não significa voltar a modelos do passado, assentes em baixos salários, mas sim aderir ao modelo da economia do conhecimento”. Para que isso acontecesse, seria importante que houvesse mais profissionais qualificados nas empresas, um factor que, na sua opinião, ainda tem que ser melhorado.

Fonte: Jornal de Negócios